Muitas pessoas acreditam que respondem de determinada forma porque “são assim”, e até mesmo nós falamos sobre essas reações no outro.
Mas, na maioria das vezes, o que chamamos de personalidade é, na verdade, um conjunto de respostas automáticas aprendidas ao longo da vida.
Reagir no automático significa responder às situações sem perceber o que está acontecendo dentro de si. Antes de nos darmos conta da nossa reação, a emoção já tomou o corpo e a atitude já aconteceu: a resposta atravessada, o silêncio prolongado, a explosão, a fuga.
Esse padrão não aparece do nada. Ele é construído com as experiências que tivemos, dos ambientes que frequentamos e das formas que encontramos, lá atrás, para nos proteger emocionalmente.
O automático como tentativa de proteção
O cérebro aprende rápido aquilo que parece garantir sobrevivência emocional.
Se em algum momento falar trouxe conflito, o silêncio vira defesa.
Se sentir raiva foi perigoso, agradar vira estratégia.
Se demonstrar fragilidade gerou rejeição, o controle toma o lugar.
O problema não é ter aprendido essas respostas.
O problema é continuar reagindo da mesma forma quando o contexto já mudou.
Consciência é o primeiro passo para sair do automático
Não é possível mudar um comportamento que não é percebido.
Por isso, sair do automático começa com observação, não com julgamento.
Perguntas simples ajudam:
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O que senti antes de reagir assim?
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Essa resposta me protege ou me afasta?
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Esse comportamento ainda faz sentido hoje?
Quando a consciência entra, cria-se um pequeno intervalo entre a emoção e a ação.
E é nesse intervalo que mora a possibilidade de escolha.
Reagir menos no automático não é deixar de sentir,
é aprender a responder com mais presença ao que se sente.
Aquilo que é escutado dentro de nós precisa gritar menos.
Te vejo na terapia.
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