Colocar limites é um dos maiores desafios enfrentados na vida adulta.
Não porque seja errado dizer “não”, mas porque muitas vezes fomos ensinados, desde cedo, que ser aceito passa por agradar, ceder, se adaptar e suportar, mesmo que isso nos machuque e magoe.
Em algumas situações nos sentimos mal e negar algo para alguém, ou dizer não para uma atitude ou favor que nos pedem, e o sentimento de culpa que surge ao colocar esses limites raramente tem relação com o presente. Ela costuma vir carregada de memórias e medos antigos, como o medo de rejeição, do abandono, conflito ou desaprovação de alguém querido. Por isso, mesmo quando o limite é necessário, ele dói.
Por isso, antes de comunicar e colocar qualquer limite ao outro, é fundamental construí-lo dentro de você, entender, compreender e aceitar. Durante a terapia conseguimos construir de forma mais eficiente e de longo prazo, mas para te deixar refletindo sobre vou deixar algumas perguntas, que podem ajudar nesse processo.
1. O que estou abrindo mão ao dizer “sim”?
Muitas vezes, o custo do “sim” é invisível: tempo, descanso, saúde emocional, tempo com família e/ou filhos, além de qualidade de vida.
2. Estou fazendo isso por escolha ou por medo?
Escolhas sustentam. Medos desgastam. Reconhecer a diferença muda a forma de se posicionar.
3. Esse limite protege algo importante em mim?
Quando o limite protege valores, saúde ou dignidade emocional, ele deixa de ser egoísmo e passa a ser cuidado.
Essas perguntas tem como objetivo, te fazer refletir sobre como você está conduzido e lidando com seu cansaço, além de trazer para consciência limitações que as vezes não eram percebidas, mas vistas como normais, como parte do nosso jeito ou até personalidade.
Limites não precisam ser agressivos. Precisam ser honestos.
E não são sobre afastar pessoas, mas sobre não se abandonar para caber.
Cuidar de si também é aprender a não se abandonar para manter vínculos.
Te vejo na terapia.
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